Quando a escola deixar de ser uma fábrica de alunos

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(…) A educação que hoje conhecemos tem duas bases, explica o professor da FCT-UNL [Vítor Teodoro]: a da religião e a do apprenticeship – a aprendizagem por integração numa comunidade, que vem da tradição dos ofícios e dos mestres. Para Vítor Teodoro, durante o século XX, predominou o modelo religioso. A escola adoptou das igrejas o estrado e o púlpito e o professor, à semelhança do padre, começou a transmitir, expositivamente, a informação aos alunos, que a recebem de uma forma passiva. Ensina-se o grupo e não o indivíduo, o que, muitas vezes, leva a que alguns jovens não compreendam o que está a ser ensinado e percam o interesse: “Há 50 anos, as pessoas repetiam as orações em latim e não percebiam o que estavam a dizer. Hoje, acontece o mesmo com os alunos.”

Há muito tempo que a escola se concentra em ensinar aos alunos as competências básicas da matemática, da escrita e da leitura. Agora, estas aprendizagens básicas já não são suficientes. No livro The global achievement gap, Tony Wagner, investigador de Inovação na Educação no Centro de Tecnologia e Empreendedorismo da Universidade de Harvard, descreve o que está a ser ensinado aos jovens nas escolas, por oposição ao que eles deveriam estar a aprender para triunfarem nas suas carreiras, numa economia global.

Wagner defende que a escola deve desenvolver sete “competências de sobrevivência” necessárias para que as crianças possam enfrentar os desafios futuros: pensamento crítico e capacidade de resolução de problemas, colaboração, agilidade e adaptabilidade, iniciativa e empreendedorismo, boa comunicação oral e escrita, capacidade de aceder à informação e analisá-la e, por fim, curiosidade e imaginação.

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Ainda vai levar algum tempo

Há uns tempos ouvi alguém dizer que Portugal seria o primeiro país da UE a generalizar a adoção de manuais digitais, dada a pequena dimensão do nosso país e as experiências de sucesso levadas a cabo nesse sentido (RA da Madeira).

A julgar pelas dificuldades que as escolas estão a ter ao nível da gestão dos Kits tecnológicos e dos problemas de conectividade (internet com pouca velocidade), penso que ainda estamos muito longe desse objetivo e das condições ideais demonstradas nas experiências piloto partilhadas.

Para garantir as recomendações e a resolução dos fatores críticos elencados para o sucesso desta gigantesca operação ainda será necessário muito investimento na formação, nos equipamentos e na disponibilização dos recursos digitais. Vai levar tempo.

Refletir sobre rubricas de avaliação

imagem daqui

As rubricas pretendem ser um instrumento de grande importância para a aprendizagem dos alunos envolvendo-os no seu processo de aprendizagem e desenvolvendo capacidades de autoavaliação.

Uma rubrica é uma matriz com indicadores e respetivos critérios de qualidade de desempenho, descrevendo níveis de desempenho na realização de tarefas ou produtos específicos. Os componentes de uma rubrica são: a descrição, os critérios, os termos-chave e a escala. Cada um dos níveis de desempenho é descrito de forma detalhada e associado a uma escala de valores.

Para além de serem um instrumento de apoio à avaliação dos alunos, as rubricas podem ser usadas para classificar. A utilização de rubricas na classificação dos alunos tem como vantagem dar feedback ao aluno. Ao analisar os descritores fornecidos através de uma rubrica, o aluno poderá fazer a sua autoavaliação, refletindo no seu próprio trabalho e naquilo que conseguiu atingir. Desta forma, as rubricas contribuem para reduzir as discrepâncias existentes na avaliação.

Recursos educativos digitais

imagem: escolavirtual.pt

O termo refere-se geralmente a qualquer conteúdo publicado em formato legível por computador. No contexto do DigCompEdu é feita uma distinção entre recursos e dados digitais. Os recursos digitais incluem qualquer tipo de conteúdo digital imediatamente compreensível para um utilizador humano, ao passo que os dados precisam de ser analisados, tratados e/ou interpretados para poderem ser úteis aos educadores. 

Os recursos educativos digitais abertos – REDA, são materiais de ensino, aprendizagem e investigação em meio digital, que estejam no domínio público ou que tenham sido lançados sob uma licença aberta que permite o acesso gratuito, a utilização, adaptação e redistribuição por outros, sem restrições ou com restrições limitadas. 

Para saber+ PDF

Projeto Digital de Turma

Na planificação de atividades devem ser previstas as áreas de competências a desenvolver nos alunos, entre elas o desenvolvimento de competências digitais. Quando desenvolvemos atividades que promovam a utilização de tecnologias digitais para apoiar a aprendizagem dos alunos estamos a acrescentar uma outra dimensão ao projeto de turma, transformando-o num projeto digital.

O Projeto Digital de Turma não é mais do que uma forma de desenvolver o currículo com atividades de aprendizagem que recorrem à utilização de tecnologias digitais e à dinamização de metodologias ativas e inovadoras.

O Projeto Digital de Turma é inovador e tecnológico por natureza mas não deve ser entendido como mera incorporação de tecnologia. A tecnologia deve ser incorporada no processo educativo sempre que necessário, como um complemento para melhorar a qualidade das aprendizagens.

10 estratégias para um projeto digital de turma

Para saber+

Bill Gates: Dentro de 5 anos a melhor educação virá da Web

Bill Gates: In Five Years The Best Education Will Come From The Web
Bill Gates acredita que a ideia de os jovens terem que ir para a universidade para obterem uma educação irá desaparecer brevemente. Bem… considerando que estejam motivados para uma auto aprendizagem.
“Five years from now on the web for free you’ll be able to find the best lectures in the world,” Gates said at the Techonomy conference in Lake Tahoe, CA today. “It will be better than any single university.”

(Via Topicfire Web 2.0 News.)